Rogo a Deus muita
misericórdia
Para com os que plantam a
maldade
E disseminam os frutos da
discórdia
Com requintes pertinentes à
crueldade.
Que a Divina justiça seja-lhes
amena,
Nos momentos das colheitas
irrevogáveis,
Em suas existências, dignas de
pena,
Por suas manifestações, tão
lamentáveis...
Que mal reconhecem, devido à
vaidade,
O quanto mais tornam ínfimas e
pequenas
As suas sendas, já tão
miseráveis...
E, em sua mesquinharia e
egoísmo,
Desconhecem a própria
enfermidade
E o verdadeiro valor do
altruísmo,
E todo o seu real teor e
beleza.
Peço-te Deus, ainda, infinita
piedade,
Com a mais profunda
comiseração,
Para aqueles que ignoram a
nobreza
Que existe no sentir da gratidão.
A essas pobres almas, já tão
infelizes...
Tão mal curadas são suas
feridas
Que, denotadas por visíveis
cicatrizes,
Por suas frustrações,
marcadas,
Não sabem elevar as irresolutas
vidas...
Infames criaturas
mal-amadas,
Desperdiçando tantas
oportunidades,
Machucam mais, suas almas já
sofridas,
Devido às suas próprias
atrocidades.
Desconhecedoras do amor e da
verdade,
Bálsamos, que acalentam os
sofrimentos,
Dos que cultivam a paz e a
boa-vontade...
E, não podendo usufruir tais
unguëntos,
Reclamam, praguejando a sua
sorte,
E, vivendo pelos cantos, aos
lamentos,
As “Eternas vítimas” da
humanidade,
Transformam suas vidas na própria
morte.
Tentando chamar a atenção de
forma errada,
Só fazem aumentar os seus
tormentos
Ao tentar destruir as alegrias
alheias.
E ao reviver as amarguras já
passadas,
Estas criaturas, invejosas e
ensimesmadas,
Peçonhentas, enroscam-se nas
próprias teias,
Re-saboreando o fel de
veneno, já destilado
E amargando o presente
com o passado...
Cegadas pela ira, ofuscam-se
com a luz,
Nem conseguem vislumbrar a
claridade
Que só acompanha, orienta e bem
conduz,
Àqueles que semeiam a Tua
bondade...