NOSTALGIA
Josette Garcia
Mais uma noite vazia...
Solidão, este
tormento!
A lua por companhia,
Nuvens,
levadas ao vento!
Desnudando, com
magia,
Seu brilho no
firmamento!
Refletindo na água sombria
Todo o seu deslumbramento
Dando asas à
poesia...
Desabafo ao lamento
De quem
sofre da agonia,
E falta de
contentamento,
De uma alma vadia,
De um
amor violento,
De uma paixão doentia
De um
corpo sedento...
Uma nota se
irradia
Propagando um novo
invento,
Desencadeia esta "sangria",
Ao
vibrar de um instrumento,
Numa doce
sinfonia!
Um acorde em movimento
Embalando
a melodia
Ao compasso, leve e lento.
Um
feitiço, uma magia,
Um “karma”, um
merecimento.
Uma breve calmaria
Depois do
arrebatamento.
Espíritos da alegria
Saídos
do pensamento.
O despertar da alquimia
A
partir de um elemento
Uma tenra
fantasia...
Um estranho sentimento.
A
missa, a simpatia,
Um santuário, um
convento.
Uma madrugada fria
A busca de um
acalento
Tudo isto não sacia
Um coração
ciumento.
Nada disto tem valia
P'ra uma
alma sem alento.
Nem o nascer de um
dia,
Nem o morrer de um momento!
Não tem
cura a nostalgia...
E nenhum medicamento