Sentir-se uma ilha, longínqua,
banhada e aquecida pelo sol e os reflexos daquele mar.
E regozijar os deuses, pela suavidade e calidez da brisa,
transpor espaços, voar pra longe,
"quizás",
superar seus limites, teleconduzir-se
a outros mundos, mergulhar nas
profundezas de si mesma...
Divagar ao ritmo
lerdo e lento das ondas mornas, em
qualquer lugar, próximo aos trópicos.
Havia um insano
desejo do chorar aos gritos, sem
que mais ninguém ouvisse. Do
soluçar convulsivo, até
o cansar
e o doer do corpo, até
o aliviar da alma, um benzer de
lágrimas ao desaguar
do pranto morno, até o misturar dos sais... LágriMar, era
preciso!
Talvez, precisasse sim,
apenas descobrir o verdadeiro significado de simplesmente...
Viver.
Josette Garcia
Publicado em 15_02_2010 - Maceió
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